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Como Combater o Estresse com Empatia

Como Combater o Estresse com Empatia

Quantas vezes voce se preocupou com um amigo ou um amado e perguntou se tudo estava bem apenas para escutar, ”Ah, só estou estressado” como se não houvesse nada para se preocupar?

Nós frequentemente usamos as palavras ”Estou estressado” casualmente em nossas conversas diárias, com pouco conhecimento dos efeitos adversos do estresse nas nossas vidas. Mas evidências sugerem que nós devemos estar muito mais preocupados com nosso nível de estresse do que estamos.

O Centro de Controle de Doenças descobriu que 66% dos trabalhadores americanos dizem que eles ficam acordados à noite perturbados com os efeitos físicos e emocionais do estresse, e o estresse já foi ligado à muitos problemas de saúde, incluindo obesidade e doenças cardíacas – especialmente entre os de baixa renda. Estresse não nos afeta apenas, mas também impacta aqueles ao nosso redor, especialmente nossas crianças.

Variáveis que Determinam Como o Estresse Nos Afeta

Nem todo estresse é ruim, claro. Ele também pode ser revigorante ou nos levar à se importar com o bem-estar dos outros, se canalizado da maneira correta. Nem é sempre evitável – muitos de nós tem vidas com estressores além do nosso controle pessoal. Mas, psicólogos identificaram uma chave variável que determina se o estresse no fim nos afeta positivamente ou negativamente.

Nossa percepção do estresse
O significado que damos a ele
Nossa habilidade de lidar com incertezas e ambiguidades
O grau de controle que temos nas circunstâncias que produzem estresse

Na minha experiência, muitas pessoas não reconhecem o papel que suas próprias percepções, alimentadas por tendências, tem no estresse exacerbado. Ficando mais atentos nas tendências da nossa percepção, nós podemos aprender a focar na verdadeira avaliação da situação sem distorcer a realidade, desse modo nos mantendo calmos, energéticos, criativos, e resilientes quando deparados com situações altamente estressantes.

Como psicólogo, eu trabalhei com incontáveis pessoas que sofriam com debilitante estresse em suas vidas, frequentemente sem reconhecer como isso impactava em sua saúde, suas relações e carreira. No meu livro, The Stress Solution, eu forneço um esboço dos passos, baseados em pesquisas, que frequentemente dou aos meus clientes para que eles possam aprender a gerenciar o estresse de jeitos positivos.

Para estender, nos podemos reduzir estresse por simplesmente tomar conta de nos mesmos, tendo apropriado sono, exercício e nutrição. Mas, para realmente ser bem sucedido em face do estresse, nós devemos também trabalhar na direção de achar significado ou propósito no nosso trabalho ou outras atividades, e nutrindo nossas relações positivas usando a empatia.

Por que usar empatia? Pois quando nós damos e recebemos empatia, nós produzimos o quase mágico neurotransmissor oxitocina, que cria um senso de confiança e cooperação – chaves para negociar e resolver conflitos, entre casais, comunidades, estados ou países. Conduzir com empatia pode ajudar aqueles ao nosso redor a serem suportes na nossa vida e reduzir a probabilidade de conflitos interpessoais.

Claro, pode ser difícil imaginar sentir empatia quando estamos bravos ou cansados. Pense num casal se reunindo depois de um longo dia de trabalho. Sem primeiro se conectar através de empatia e amor, eles podem acabar brigando sobre de quem é a vez de lavar a louça ou simplesmente se afastar um do outro, privando-os do confronto trazido pela proximidade.
Pratica de Empatia: Escutar

Como evitar isso? Praticando escutar com empatia um com o outro em vez de cair nos nossos padrões usuais.

Muitos de nós escutamos uns aos outros com meio ouvido, preocupados e não totalmente presentes. Nós tendemos a ouvir com vieses, fazendo nossa cabeça antes de ouvir a historia inteira ou conectar tudo que a outra pessoa está falando à nossas próprias experiências sem considerar a perspectiva da pessoa. Assim fazemos comentários com boa intenção que não honram a singularidade do pensamento ou sentimento da outra pessoa, como ”Eu sei o que você está passando”. Ou, nós ficamos distraídos com o barulho das nossas vozes internas e acabamos julgando uns aos outros, o que nos impede de ouvir. Sem ouvir de verdade, nós corremos o risco de perder conexões e fazer falsas suposições.

Como escutar com empatia se parece? Exige abandonar a sua visão egocêntrica do mundo, focando e prestando atenção, e deixando de lado vieses ou pensamentos distorcidos para se conectar com os sentimentos da outra pessoa. Significa interagir com um verdadeiro desejo de conexão e compreensão, em vez de ganhar.

Empatia é mais fácil quando nós entendemos algumas histórias que carregamos conosco sobre quem somos e aprendemos a ver como elas turvam nossas reações e julgamentos. Se nós fomos humilhados na infância ou tivemos falta de atenção, podemos ter problemas confiando nos outros ou se sentindo confortável com intimidade. Casais que brigam muito frequentemente carregam histórias assim – talvez não se sentindo dignos por causa de feridas do passado – isso faz com que seja difícil para eles estar presente e ser mais vulnerável com seus parceiros.

Mas, aprender a responder com empatia, pode ajudar as pessoas a mudar de suas histórias e jeitos distorcidos de pensar. Elas se tornam menos prováveis a levar algo feito ou dito para o pessoal, assumir que outra pessoa tenha atitude similares a sua, ou focar apenas no negativo em vez do positivo da situação.

7 Jeitos de Aumentar Sua Habilidade de Escutar com Empatia

Aqui estão algumas das recomendações que eu faço para ajudar as pessoas à aumentar suas habilidades de escutar com empatia e expressar empatia:

Refletia sobre o que os outros te falaram ou repetindo ou reformulando o que alguém disse. Parece que aconteceu muita coisa hoje no trabalho, não é mesmo?
Enfatize o sentimento entre as palavras e confira a precisão da sua interpretação. Você parece exausto. Tem algo te afetando no trabalho?
Preste atenção na linguagem corporal. Você parece tenso. O que posso fazer para ajudar?
Faça perguntas abertas, para mostrar que você está interessado na perspectiva da pessoa. Como foi o seu dia no trabalho?
Desacelere e respire fundo para se acalmar se você está se sentindo sem paciência ou se você estiver absorvendo a tensão de alguém. Desacelerar suas reações emocionais pode ser útil para verdadeiramente sintonizar com a outra pessoa e não tropeçar em sua própria reatividade. Algumas pessoas descobriram que meditação mindfulness, ou auto-compaixão podem ajudar com esse tipo de regulamento emocional.
Evite julgamentos rápidos. Empatia significa ver os seres humanos como sempre mudando e evoluindo; então você não quer julgar e afastar a pessoa.
Aprenda com o passado. Se você é ignorante de seu próprio vies e frequentemente chega rápido em conclusões, você terá problemas em verdadeiramente escutar outra pessoa e percebendo-a com precisão. Saiba o seu vies pessoal e use reestruturação cognitiva – uma técnica que involve reconsiderar suas interpretações dos ocorridos, algo que descrevo em detalhes no meu livro – para te ajudar a reavaliar o que realmente está acontecendo em um conflito ou situação versus o que você está dizendo pra si mesmo que está acontecendo. Engajando seu cérebro dessa maneira, você pode o religar para ser menos desencadeado emocionalmente e para acalmar seu sistema nervoso.

Aprender a se comunicar com empatia pode ser um longo caminho em direção a construir mais positivamente suas relações e reduzir estresse. Se nós todos focassemos mais em escutar e entender uns aos outros, o mundo seria um lugar muito menos estressante – e muito mais feliz – para se viver.

Fonte: http://www.queroharmonia.com.br/como-combater-o-estresse-com-empatia/

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Rádio Viva Zen

10.ago.2017

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