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Ahimsa

Ahimsa

Ahimsa é a primeira ação de uma lista dentro dos Yamas, condutas éticas com o mundo exterior. Carro chefe para se desenvolver e seguir no caminho convidativo do Yoga.

Ahimsa ou não-violência vai muito além da ação física de não matar. Ela requer um alto grau de disciplina e autocontrole. Mas é justamente essa prática que precisamos ter diariamente, não só em ação, como também em palavras e pensamentos.

Não ofenda ninguém

A dimensão do dano que as suas palavras podem causar a uma pessoa, pode ser irreversível. Se por alguma razão se encontrar na posição de corrigir alguém, faça com amor, assim como gostaria que fizessem com você.

Não alimente a raiva

Como humanos, demasiadamente humanos, todos nós sentimos raiva. A diferença entre o violento e o pacífico é a forma como lidamos com essa raiva.

Não se deve negar ou reprimir a raiva que sente ou o sentimento ruim que surge, pois isso seria uma grande violência contra si mesmo. A melhor opção sempre é trazer o questionamento para si e dar luz a esse entendimento para fazer as melhores escolhas, até mesmo para uma negativa com paz interna.

Não pense nem fale mal dos outros

Pois tudo “nasce” do pensamento, no sutil e invisível. Alimentado pelo ego nas reações de aversão e frustrações o mal dizer se concretiza nas palavras e depois inevitavelmente na ação contra alguém.

Não crie inimizades

Faça uso de uma proteção impenetrável. Evite a reação por impulso trazendo um olhar menos pessoal para as situações e novamente questionando a si até que ponto aquela situação especifica tem a sua participação direta ou indireta. E será exatamente e exclusivamente nesse ponto em que você poderá gerir uma mudança. Não ofenda de volta e use essa situação a seu favor, e tire dela algum aprendizado. De outra forma, simplesmente ignore e perdoe. Não dê chance de alimentar o rancor alheio.

Busque sempre o perdão

Perdoar não é passar a mão na cabeça e muito menos encobrir os maus atos dos outros, mas procurar com que aquele ciclo de ações acabe no que depender de você.

Ter o entendimento que alguém errou, e ainda assim não alimentar pensamentos ou sentimentos negativos em relação a ela.

É muito difícil, pois exige muita coragem e força interior. E dos perdões que nos cabe o mais difícil é quando o perdão deve ser direcionado a nós mesmos, pois implica também, além disso tudo, em reconhecer e assumir total responsabilidade por nossos atos.

Somos na condição humana imperfeitos por natureza, mas isso não é impedimento para buscar melhores movimentos em direção a perfeição. E ela não é uma meta sutil, inalcançável e distante, e sim uma prática diária. Nessa busca não estamos isentos de erros, mas em constante atenção, buscando a pureza e a verdade.

Ahimsa é só o começo.

 

 

Fonte: https://www.atmazen.com.br/blogposts/view/31

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Rádio Viva Zen

10.maio.2018

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